Marcas investem em cervejas sem glúten, sem álcool ou sem açúcar

Por Renata Abritta

Lançamentos em Minas Gerais ampliam opções para consumidores

A busca por inovação é uma constante no mercado cervejeiro nacional. Novos rótulos estão chegando às prateleiras, porém com características fora do usual. Se é uma tendência, o tempo vai dizer, mas o fato é que cada vez mais marcas estão investindo em novidades, sejam elas sem glúten, sem açúcar ou até mesmo sem álcool. Sim, estamos falando de cerveja.

No início de setembro, a Wäls fez o pré-lançamento da Session Free, uma cerveja com teor alcoólico de 0,0%, marcando as comemorações dos 20 anos da cervejaria. Foi um trabalho de dois anos para chegar a esse resultado, que pode ser apreciado por qualquer pessoa, como quem não quer beber porque está dirigindo e até mesmo grávidas.

“Desde 2017 a gente vem fazendo testes pra conseguir exatamente do jeito que a gente queria: um rótulo com água, malte de cevada, lúpulo, levedura e nada mais. Nós desenvolvemos uma capacidade de produzir isso. Tem outras fábricas que estão trabalhando com 0,5%, mas nós conseguimos 0,0%. Queremos mostrar que cerveja sem álcool pode ser prazerosa e você pode curtir uma noite com ela”, afirma o mestre cervejeiro Roberto Leão.

A previsão é que a Session Free – a primeira session IPA sem álcool do Brasil –, que é aromática e com sabor agradável, chegue ao mercado em outubro.

Roberto Leão é mestre cervejeiro da Wäls. Foto: Divulgação

Sem açúcar

Outra cerveja que vem chamando atenção, inclusive dos cervejeiros, pela peculiaridade é a Brüder Baixa Gastronomia, que acaba de chegar às prateleiras dos supermercados. A bebida – criada em homenagem ao jornalista gastronômico Daniel Neto, o Nenel – seria uma pilsen comum, se não fosse pelo fato de ela não conter açúcar nem carboidrato e, dessa forma apresentar baixas calorias. Cada copo da cerveja tem apenas 64 kcal.

O processo para produzir uma cerveja com essas características não é revelada pelo cervejeiro responsável pela Brüder, Rafael Patrício. Ele afirma apenas que é resultado de um processo avançado de fermentação. “Nós pensamos em aplicar (a técnica) em uma cerveja popular, que agrada a todos os paladares. Já que o nosso foco é uma cerveja para acompanhar a gastronomia de boteco, a comida de rua, por que não fazer uma cerveja com esses atributos, deixando assim um ‘espaço’ para melhor se apreciar a comida”, conta Patrício.

Foto: Andreza Sena/Divulgação

Restrição não é empecilho para consumo

O mercado de cervejas artesanais também vende opções sem glúten, para pessoas com restrição ao consumo da proteína. No próximo dia 19, será lançada a marca Rainha da Noite, que oferece rótulos sem glúten por meio de um clube de assinatura, o primeiro do Brasil para a venda exclusiva desse tipo de cerveja.

Foto: Divulgação

A Krug Bier, por sua vez, já vem apostando nesse diferencial desde 2017, quando lançou em Minas a Submissão, uma session IPA com tamarindo, sem glúten, com poucas calorias e baixo teor alcoólico (3,9%). No mesmo ano, a cervejaria lançou a Krug 20, em comemoração aos seus 20 anos. É uma international lager, com acréscimo do lúpulo Motueka, da Nova Zelândia. Ambas podem ser encontradas em empórios, supermercados e na própria cervejaria, localizada no Jardim Canadá, em Nova Lima.

A Krug 20 foi criada para comemorar os vinte anos da cervejaria e não possui glúten. Foto: Divulgação

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