Bares de BH investem na produção da própria cerveja

Por Renata Abritta

Brewpub, taphouse ou bar da cervejaria são modelos de negócios que valorizam o artigo local

Fundado em 1964, o Bar do Antônio – conhecido como Pé de Cana – fez história em Belo Horizonte vendendo cerveja gelada, pratos e tira-gostos num ambiente boêmio de muitos “causos” no bairro Sion, na região Centro-Sul da capital. Agora, o estabelecimento, que possui uma unidade no bairro Luxemburgo, se prepara para oferecer ao público sua própria cerveja.

“Fiz a primeira cerveja artesanal em 2017. Fiquei apaixonado por aquele filho que acabara de nascer. Mas como iria apresentar esse filho aos irmãos brahmeiros? Para surpresa geral, ficaram encantados assim como eu. Logo falei: vamos fazer aqui um pub”, conta Marcio Roberto Bomtempo, um dos sócios da casa.

Para isso, ele conta que buscou estudar para entender melhor a nova “arte”. “Fiz vários cursos. Estou fazendo pós-graduação em tecnologia cervejeira e curso de sommelier de cervejas na Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-MG)”, explica.

A fábrica fica na unidade do bairro Luxemburgo e produzirá 5.000 litros por mês. Mensalmente, serão quatro estilos fixos e um sazonal, que serão vendidos nas duas casas da marca. “Atender um mercado que procura uma cerveja fresca, viva, feita ali na sua frente, me desculpe, mas é emocionante!”, exclama Marcio Bomtempo.

Bar do Antônio, no Luxemburgo, ganhou fábrica para produção da bebida que será vendida nas duas unidades da marca. Foto: Divulgação

Tendência

Em Belo Horizonte, cada vez mais bares estão produzindo sua própria cerveja, seguindo uma tendência que acontece em outras cidades brasileiras e, principalmente, em outros países. Seja no modelo brewpub (produção e venda no mesmo local), taphouse ou bar da cervejaria, os estabelecimentos vêm atendendo ao desejo dos consumidores apreciadores da bebida de valorizar produções locais e degustar cerveja fresca e de qualidade.

“É uma tendência, ainda mais com nosso polo cervejeiro cada vez mais consolidado, e, com o advento da Lei 11.128/2018 (conhecida como Lei dos Brewpubs), que autoriza a instalação de cervejarias fora das áreas industriais da capital, isso vai aumentar cada vez mais. O brewpub é isento de substituição tributária, o que é uma vantagem para ser competitivo”, afirma Gustavo Alves, proprietário do Köbes Bar, localizado no bairro Horto, na região Leste da capital.

O cervejeiro acaba de fazer um investimento em seu estabelecimento, ampliando o número de torneiras de duas para dez. “Agora oferecemos quatro estilos próprios (pilsen, american IPA, witbier e munich dunkel), mais seis rótulos de cervejarias convidadas. Para harmonizar, temos pratos de influência alemã, mineiros e carnes exóticas, como costela e picanha de javali, codorna, rã, cordeiro”, conta.

“As expectativas são positivas com um conceito de cervejas de produção própria na cidade, onde vem crescendo muito a cerveja artesanal e consolidando como capital da gastronomia”, pontua Alves.

Köbes Bar agora conta com dez torneiras de chope. Divulgação

Matéria publicada no jornal O Tempo de 28/09. Autora: Renata Abritta

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